Superar conflitos
Por Bob Gass
A boneca de croché
«Um casal que celebrava o 50º aniversário de casamento, não tinha segredos entre si, excepto a caixa de sapatos que a esposa escondia debaixo da cama. Ela concordou em deixar o marido ver o que estava lá dentro. Ao fazê-lo, ele encontrou duas bonecas de croché e 34 000 euros. “Há muito anos”, explicou ela, “a minha mãe disse-me que o segredo para um casamento feliz era nunca discutir. Pelo contrário, quando me zangasse devia ficar em silêncio e fazer uma boneca de croché”. O marido ficou radiante; em 50 anos ela só se zangara duas vezes! “Querida”, disse ele, “isso explica as bonecas, mas e os 34000 euros?”. “Ah!”, respondeu ela, “esse dinheiro é de todas as bonecas que vendi!”
A frustração
À terapia de casais está implícita a “escuta activa” e a valorização do cônjuge através do parafraseamento, validação e feedback positivo. Mas a investigação nesta área mostra que muitos casais não ficam satisfeitos com os resultados e que os problemas não desaparecem.
O Dr. John Gottman diz, “Isso acontece porque pedimos às pessoas que estejam ao nível da ginástica Olímpica quando elas ainda nem conseguem gatinhar!”
Como fazer?
Por isso a Dra. Susan Boon recomenda a identificação dos problemas que têm de ser resolvidos — e a aceitação dos restantes!
Aprenda a lidar com os problemas, comprometa-se a permanecer com o seu cônjuge, e para cada experiência negativa procure cinco aspectos positivos para contrabalançar. Meias sujas, ressonar, a temperatura do ar condicionado, camas por fazer — os nossos hábitos podem dar com o nosso cônjuge em doido! Temos de aprender a “[sujeitar-nos] uns aos outros no temor de Cristo” (Ef 5:21). E não se esqueça de que “O amor... não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal” (1Co 13: 4-5). (…).
Ausência de... ou lidar com...?
O facto de haver conflitos no nosso casamento é muito menos importante do que a forma como lidamos com eles.
O Dr. Shae Graham Kosch, casado há 32 anos e conselheiro matrimonial, diz: “A maioria dos conflitos matrimoniais nunca se resolve. Sempre há-de haver problemas com os sogros, os filhos, o dinheiro... O mais importante é manter uma atitude positiva… aceitar a perspectiva do outro, ter uma discussão civilizada, sem criticas ou culpabilizações... A longo prazo, a nossa atitude fará a diferença. Os casais que mantêm a compreensão e o respeito mútuos... permanecem juntos”.
Salomão afirmou: “Alguém há cuja tagarelice é como pontas de espada, mas a língua dos sábios é medicina” (Pv 12: 18).
Alguns conselhos
O matrimónio é um relacionamento especial criado por Deus: «De modo que já não são mais dois, porém uma só carne» (Mt 19:6). Por isso, quando os conflitos surgirem:
(a) Ataquem o problema, em vez de se martirizarem um ao outro;
(b) Mantenham a calma, pois assim mais facilmente se levarão a sério um ao outro;
(c) Escolham o momento de levantar o assunto, em vez de falarem nisso quando já estão cansados e as crianças estão com fome;
(d)Tomem em consideração a perspectiva um do outro; homens e mulheres têm abordagens diferentes perante as coisas;
(e) Lembrem-se de que, às vezes, têm de ceder;
(f) Escolham as palavras cuidadosamente. “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe... só a que for boa para edificação».
“Consolai-vos... uns aos outros” (1 Ts 5: 11).
“Orai uns pelos outros” (Tg 5: 16)
“[Estimulemo-nos] ao amor e às boas obras” (Hb 10: 24).
“Levai as cargas uns dos outros” (GI 6: 2).
“[Preferi-vos] em honra uns aos outros» (Rm 12: 10).
Isto é mais ou menos o que há a reter!»
Bob e Debby Gass; “A Palavra para hoje”; UCB Portugal; Nº7 Abril-Junho 2008; p. 41
Colocado em 31.05.2008

